segunda-feira, agosto 09, 2004

UMA TORCIDA SEM IGUAL

Caros não-corinthianos, temos que admitir: torcida como a dos caras, não existe. Ontem, às 6 da tarde, eu voltava para casa e os termômetros de rua marcavam 8 graus. E não era um, eram todos. Isto sem falar no vento e na garoa, que levaram a sensação térmica a 2 graus apenas, segundo a meteorologia.

Pois os corinthianos somaram 30.000 pessoas no Pacaembu. Não era final, não era semi-final, não era estréia do Ronaldo com a camisa do Corinthians, não era Libertadores. Quem foi ao estádio foi ver aquele mesmo time que freqüentou a zona de rebaixamento por tantas rodadas.

Deve haver um fenômeno psicológico que explique isto. Talvez seja o mesmo que explique o fato de que o Palmeiras levava uma média de 25.000 pessoas ao Parque no ano passado, em plena Série B. O povão deve gostar de sofrer. Talvez uma junta composta por Freud e Jung pudesse explicar isso, sei lá.

Por enquanto, porém, enquanto ninguém explica o inexplicável, cabe a nós admitir que os caras são mesmo especiais. Como diz o santista Milton Neves, a nossa sorte é que ninguém competente e profissional dirigiu o Corinthians até hoje. Se isto tivesse acontecido, com aquela torcida, o clube seria quase imbatível. É duro para um palmeirense roxo como eu admitir isso. Mas sou obrigado.

Igor


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