segunda-feira, novembro 07, 2005

SUÁSTICA ALVIVERDE

Li no Ancelmo Gois de hoje que o jogador Renato, do Flamengo, está entrando na Justiça contra o Palmeiras. Alguns animais que torcem para o glorioso clube da rua Turiaçu arrastaram na merda o nome do time que apóiam ao imitar um macaco na hora que Renato pegava na bola, numa clara manifestação racista. Renato faz bem em denunciar, assim como Grafite ao entrar na Justiça contra Desabato. Não dá para tolerar racismo. O próprio Palmeiras deveria tomar providências contra os torcedores que querem desonrar o clube, com essa manifestação que equivale a bordar uma suástica na camisa alviverde. O clube da Turiaçu, um dos mais tradicionais do futebol brasileiro, não merece ser de tal forma aviltado por esse bando de imbecis.

Viva Renato! Viva Grafite! Viva São Paulo e Flamengo, os dois grandes clubes de massa do Brasil, unidos na luta contra o racismo no esporte!

5 Comentários:

Às seg nov 07, 05:14:00 PM , Blogger Igor disse...

Gabriel, sejamos práticos e imparciais. Deixe de lado sua antipatia pelo Palmeiras - inerente historicamente a todo e qualquer são-paulino - e responda: quem nunca viu alguém gritar "macaco" ou "preto fdp" ou qualquer coisa num estádio? Resposta: somente quem jamais esteve em um. O racismo é uma chaga que atinge o ser humano, de norte a sul, de leste a oeste deste planeta. Racismo é crime inafiançável. Que se cumpra a lei. Que se observe quem vai ao estádio e fica xingando na arquibancada. Foi pego em flagrante? Cadeia no cara. O clube, ou os clubes, nada têm a ver com isto. E até uma inteligência amebiana seria capaz de concluir que é humanamente impossível para qualquer clube, entidade ou o que for, controlar o que sai das bocas ou das cabeças de milhares de pessoas aglomeradas. Nem na Europa, com todo o avanço tecnológico e a anos-luz à frente em educação se consegue isto.
O racismo humano vai acabar junto com o último ser humano a morrer na Terra. As autoridades é que têm que atuar para coibí-lo.
A propósito, você se lembra do seu ex-líder Casal de Rey? Pois é, eu me lembro dele xingando a torcida do palmeiras de "porcos" (de forma inflamadíssima) ao vivo, na Jovem Pan (Terceiro Tempo), quando seu time foi desclassificado pelo nosso no Brasileirão de 93. Isto seria racismo para você?

Igor

 
Às seg nov 07, 05:35:00 PM , Blogger joaogabrieldelima disse...

Fala, Igor. Sabia que vc iria responder essa. A Europa, como sabemos, nao conseguiu banir o racismo nem com milênios de civilização. Mas os clubes de lá são responsabilizados, sim, quando seus torcedores dão uma de animais. Recentemente, por exemplo, a Lazio foi punida com uma multa de 65 000 dólares porque um torcedor levou uma suástica. Até pouco tempo atrás o Brasil não conhecia esse tipo de imbecilidade. O glorioso Palmeiras infelizmente teve a honra de inaugurar. Eu acho que isso deve ser, sim, combatido com prisão dos torcedores e multas -- ou perda de mando -- dos clubes, antes que a ignomínia se alastre. Sobre Casal del Rey: porco não tem nada de racismo. É apelido carinhoso assumido pela própria torcida do Palmeiras.

 
Às seg nov 07, 05:42:00 PM , Blogger Igor disse...

E eu sabia que você viria com esta sobre o porco. Faça-me o favor... A declaração, dada ao vivo ao Milton Neves (lembro-me como se fosse hoje), não teve nada de carinhosa. Causou estranheza até no próprio Milton, que ficou desconcertado e pediu por favor ao cara para moderar suas palavras. E ele não foi o único. Fábio Koff também chamou o Palmeiras de pocilga, referindo-se à torcida, quando perderam no Parque por 5 a 1, após terem vencido no Olímpico por 5 a 0. Mesmo ganhando a vaga, perdeu as estribeiras.

Igor

 
Às seg nov 07, 07:10:00 PM , Blogger joaogabrieldelima disse...

Pocilga é forte. O Koff realmente perdeu as estribeiras. Já o Casal de Rey chamou o Palmeiras de porco, o que significa dizer: "aquele bicho fofinho que é o mascote de vcs". É como chamar o Atlético-MG de Galo...

 
Às ter nov 08, 01:58:00 PM , Blogger Paulo Nogueira disse...

Na minha opinião, só o amor constrói. Eu gosto de comer porco. No sentido gastronômico, naturalmente.

 

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